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Castelo de Almourol é primeiro monumento português no Second Life

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hist
 
 
 
 
 
quando, depois de uma curva da estrada, em Vila Nova da Barquinha, nos deparamos com a silhueta de pedra antiga do Castelo de Almourol, que se levanta de dentro das águas do rio Tejo (um pouco abaixo da confluência com o Zêzere), somos imediatamente tomados pela impressão de estarmos perante uma formidável sentinela da história que viu desfilar muitos séculos e que guarda dentro das suas muralhas intermináveis lendas e mistérios. A visita ao castelo torna-se irresistível. Quando, no cais da Barquinha, entramos na embarcação que nos conduz à ilha onde assenta o Castelo de Almourol, sentimos que estamos a começar a viajar no tempo. Ao pisarmos a terra do castelo e ao tocarmos aquelas muralhas de pedra desgastada pela mão de tantos ventos, temos a sensação de estarmos entrar até muito fundo em territórios da história.
 
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local

 

 

historia o2 Castelo de Almourol foi levantado num afloramento de granito, que constitui esta pequena mas enigmática ilha com 310 metros de comprimento e 75 de largura, na freguesia de Praia do Ribatejo, no concelho de Vila Nova da Barquinha, no distrito de Santarém.

Não há certezas sobre o momento do lançamento da primeira pedra para o Castelo de Almourol. A pesquisa arqueológica remete para vestígios do tempo romano, no século I antes de Cristo. Especula-se mesmo sobre um muito mais antigo castro pré-histórico naquele lugar. O que é indiscutível é que, antes da Reconquista Cristã, Almourol foi fortim para alanos, visigodos e mouros.

Ao longo dos séculos, o Castelo de Almourol passou por sucessivas reedificações. O monumento que o visitante de hoje encontra está identificado como notável amostra da arquitectura militar da época dos Templários: tem a planta quadrangular delimitada por muralhas altas reforçadas por torres adossadas com uma mais altaneira torre de menagem. Uma placa epigráfica que encima o portão principal do castelo dá-nos a preciosa indicação de que as obras foram concluídas em 1171, sob a influência de Gualdim Pais, o quarto Grão-Mestre da Ordem dos Templários em Portugal. Era o tempo do primeiro rei de Portugal, D. Afonso Henriques (1112-1185). Sabe-se que o rei conquistador entregou o castelo à Ordem Templária, a quem estava atribuída a missão de povoamento dos territórios entre o Mondego e o Tejo, num tempo em que Coimbra era capital do reino.

O castelo tornou-se então um ponto nevrálgico do médio Tejo. Assumiu larga importância no comércio entre Lisboa e outros locais do território.

Concluída a conquista do que é hoje o território português, com a posterior extinção da Ordem do Templários (em 1311), o Castelo de Almourol foi transferido para a tutela da Ordem de Cristo.

Sabe-se que o grande terramoto de 1755 também abriu brechas em Almourol. O coroamento uniforme das muralhas por ameias e merlões fixa uma fase de reedificação em meados do século XIX. Data desse tempo a entrega do Castelo de Almourol ao encargo do Exército português.

Em 16 de Junho de 1910, o Castelo de Almourol recebeu por decreto régio a classificação de Monumento Nacional de Portugal. É, sem dúvida, uma maravilha de Portugal.

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© 2009 Castelo de Almourol
Folha